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SOBRE OS CONFLITOS ENTRE A REITORIA E O MOVIMENTO ESTUDANTIL DA UFTM–Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Antes de tudo refuto qualquer conotação eleitoral, ligada ao processo de renovação da Reitoria, dos atos ocorridos nos últimos dias, envolvendo o corpo discente da UFTM, em especial seu Movimento Estudantil.

Considero, ainda, lamentável, o cancelamento da Reunião do Consu da UFTM, pelo senhor Reitor Professor Virmondes, onde poderia ser debatidas, serenamente, as reivindicações do estudantes, vez que elas são justas, merecendo, por conseguinte, atendimento e solução.

Quanto às manifestações depreciativas, isto é, ataques pessoaisao Sr. Reitor, se realmente existiram, não tenoho como concordar com elas. Como advogado de alguns estudantes processados pela recente greve estudantil na UFTM, entendo que não traduzem a opinião do movimento estudantil como um todo e de suas lideranças, mas sim manifestações isoladas de um ou outro estudante.

Entretanto, homens públicos estão sujeitos a tais situações, as quais , necessariamente, nem sempre traduzem-se em calúnia, injúria e/ou difamação, pois podem ser resultantes de processos de debate acalorados, que as vezes acabam por caminhos equivocados.

De qualquer forma, aproveito a oportunidade, para conclamar as partes ao diálogo. Há um recrudescimento nada produtivo neste momento, inclusive, com iniciativas que criminalizam o movimento estudantil, o que não coaduna com o estado democrático de direito e com a pluralidade de ideias que deve permear a Universidade.

Finalmente, esclareço que minha atuação no caso é unicamente jurídica, isto é profissional. Não tendo predileção por quaisquer dos candidatos na sucessão da Reitoria da UFTM e, tampouco, nada tenho haver com a organização das mobilizações que ocorreram. O que busco é o fim dos processos judiciais e o caminho da negociação.

Esclareço que atuo no caso tanto por ser presidente da Comissão de Movimentos Sociais da OAB, como por ser advogado do Sinte-Med, (Sindicato dos Servidores Federais Técnicos Administrativo da UFTM), entidade sindical cujo a direção que determinou o apoio jurídico aos processos judiciais movido contra os estudantes a pedido da Universidade, em face das manifestações em defesa da qualidade do ensino, por eles realizadas.

Tanto é verdade a defesa do diálogo de nossa parte que, enquanto advogado do Sinte-Med, estamos em negociações da pauta local da greve com a Reitoria da UFTM, que pode resultar em conquistas histórias para os servidores técnicos administrativos daquela instituição de ensino superior.

Espero que o bom senso novamente se imponha, que o processo de negociação entre estudantes e Reitoria seja retomado, inclusive, com remarcação da Reunião do Consu da UFTM e o fim de iniciativas que criminalizam o movimento estudantil.

Adriano Espíndola Cavalheiro, advogado do Sinte-med

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