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UM POUCO MAIS SOBRE MARKETING JURÍDICO ou DEVEMOS SER EMPRESÁRIOS OU TRABALHADORES ÉTICOS NA BUSCA POR MELHORIA DE VIDA

Nessa semana do advogado, a OAB de Uberaba promoveu, ontem, 06.08.2013,  um palestra sobre um tema bastante controvertido aos advogados, o marketing jurídico.

Participei do referido envento, cujo o palestrante foi o Dr. José Jerônimo Reis, de Ribeirão Preto / SP.

Sem quere polemizar muito, até mesmo porque não fiquei para parte dos debates, discordo da visão do referido palestrista, no sentido de que o advogado moderno não pode ser mais o advogado romântico, mas sim o advogado empresário.

Ora, não discordo da necessidade de saber utilizar o marketing no meio jurídico, mas essa concepção de advogado empresário  preocupa-me bastante , pois o romantismo da profissão é que evita a sua banalização e ainda, a exploração desmedida de colegas de profissão e dos nossos clientes.

Vejam bem: não sou contra que se busque o lucro por meio do exercício da advocacia.  Ao contrário, como qualquer outro trabalhador, vivemos da força do nosso trabalho e temos que saber explorá-lo, de forma que ele nos garanta um melhor resultado, uma vida digna e confortável.

Portanto, não precisamos ser “empresários”  para buscar a otimização de nossos escritórios. Como qualquer outro trabalhador  que ganhe a vida honestamente ( pois é isso que somos e não empresários), devemos nos aperferçoar cada vez mais e nos destacar nesse mercado que é extremamente concorrido.

Então, falar em lucro, pura e simplesmente, sem pautar o dever ético, em advogado empresário, para mim é algo de todo equivocado, pois não são poucas as empresas buscam o aumento do lucro a qualquer custo, explorando cada vez mais os seus trabalhadores e consumidores. Nós advogados sabemos bem nisso. Essa visão de advogado empresário, me lembra e muito a das bancas de advocacia estaduniense, que para mim é o máximo de exploração de advogados por advogados, ou seja, pelos advogados proprietários sobre os advogados não proprietários das mesmas.

Com o devido respeito, mesmo consciente de que para toda a regra há excessões, o empresariado não pode ser um paradguima para a advocacia, sob pena desta perder não o seu romantismo, mas sim sua dignidade! Se sem visão empresarial já tem advogado agindo de forma desleal com colegas e clientes, imagem se ela vier a predomiar?!

Finalizando, dizendos devemos sim valer-mos do marketing jurídico, mas com a visão de que somos artesões da justiça , que se organizam para trazer qualidade de vida para si , sua família, seus colegas de trabalho e profissão e  não como empresários que, via de regra, gananciosos, estão ai explorando trabalhadores e consumidores cada dia mais!

Cliquem aqui, para acessar pagína com um podcast (entrevista “radiofonica”) com uma ótima entrevista sobre maketing jurídico, que complementa e aprofunda as dicussões da palestra de ontem.

Abraços,

Adriano Espíndola Cavalheiro

Operário do Direito, romanticamente.

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